Expressões em Latim 

Cacau  Vocabulário Pronúncia

ERASMO NASCIMENTO

Vicente Nascimento

Gnosticismo   Panteísmo Agnosticismo

  Monolingüismo Aprendizado

PROGRESSO EM MARCHA

  ARIQUEMES - CENTRO REGIONAL DA PRODUÇÃO

 

Analítica      Inglês no Direito   Vocabulário  Aprendizado  Vicente Nascimento   Vitória Cacau  

 



Apresentação  

 

            A eficiente administração, sob a tutela da jovem Prefeita Daniela Santana Amorim,  merece que destaquemos, em um rápido esboço, o trabalho executado em Ariquemes.    O crescimento vertiginoso, acarretando sérios problemas em toda a infra-estrutura da cidade tem feito com que a Administração da Cidade redobrasse esforços em todos os setores da cidade  a fim de sanar  os problemas que naturalmente ocorrem em uma cidade também jovem.   Sejam eles no sistema de águas, esgotos, novas ruas e avenidas, pavimentação, urbanização, aparelhamento dos serviços, etc., todos foram atentamente enfrentados e minimizados através de um trabalho integrado com órgãos públicos federais e estaduais..    Hoje, graças a dedicação desta Administração, Ariquemes é o centro dominante da região e o seu progresso sócio-econômico está entre um dos mais adiantados do Estado, oscilando entre o 2º e 3º lugar em arrecadação e crescimento.

O INÍCIO

 

            Dos anos de 1.722 a 1.781, com Francisco de Mello Palheta a Ricardo Franco de Almeida Serra, percorreram e mapearam os Rios Amazonas com seus afluentes mais importantes, incluindo a Carta Hidrográfica do Rio Madeira que facilitou a efetivação do Tratado de Madrid e o de Santo Ildefonso, passando a posse das terras, por conquista, à Portugal.      A partir de então, foram inúmeras  as expedições que partiam desde Belém e Cuiabá com destino às terras de Rondônia, enfrentado as dificuldades na navegação fluvial, como insalubridade e resistência indígena ao longo dos rios.      Em uma situação interiorizada o povoamento apresentou-se esparso e efêmero, deixando-nos poucos marcos, onde citamos o Forte Príncipe da Beira como testemunha às margens do Rio Guaporé.    Com a faixa de fronteira pouco habitada, o governo brasileiro começou a preocupar-se com um sistema de comunicação entre o norte e sul, surgindo nesse contexto a figura de Candido Mariano da Silva Rondon.

 

CANDIDO RONDON EM ARIQUEMES

 

            Cândido Mariano da Silva Rondon, natural de Morro Redondo, MT, descendente de portugueses, espanhóis e índios guanás, foi militar e sertanista, sendo nomeado em 1.892 ajudante da Comissão Construtora de Linhas Telegráficas, iniciando seus trabalhos por Mato Grosso e logo foi elevado a chefe dos serviços.       Cândido Rondon sempre foi um defensor dos índios, sendo sua a notável frase: “ morrer se necessário, matar jamais”.     

 

            Pesquisas foram cuidadosamente desenvolvidas com os ribeirinhos, seringueiros e garimpeiros, com sensibilidade  os temas  desenvolveram-se encontrando ressonância própria nas sucessivas gerações de pioneiros.    Por vezes a que se variar a forma de atuação histórica, em acordo com a escala de valores e afirmação dos tempos.          Imemorial época vivenciou a região, outrora habitada por diversas etnias aborígines, com seus mitos, rituais, enfim, suas culturas que na exterioração de seus conceitos  permitem decodificar a sua iconografia; retroagindo aos jarús, uru-eu-wau-wau que habitavam do alto Rio Jarú aos altos e médios  Jamari, os pacaás novos nas nascentes do Rio Jacy-Paraná e os arikemys desde o médio Jamari.   Os arikemys fizeram parte dos aurículas, com alimentação básica em peixes, silurídeos, caracídeos, crustáceos e amêndoas.      Os hidratos de carbono eram extraídos das plantas euforbiáceas e os sais minerais obtinham das palmáceas como o açaí, babaçu e castanhas.    Suas habitações eram de médio porte abrigando mais de uma família, construída basicamente de palmeiras jauari. Pertenciam ao grupo lingüístico Tupi e falavam o Txapakura.   Não eram guerreiros e dentro de uma linha simplista pouca experiência obteve do “homem civilizado” que lhes votavam um abstrato e filosófico desprezo, fazendo-os cônscios de quão fútil era a glória e quão efêmero era o poder de que se revestiam.      Apesar dos esforços devotados pelo Marechal Cândido Rondon em preserva-los, inclusive construindo o Posto  Indígena Adolpho de Miranda, não logrou êxito, fazendo-os desaparecerem totalmente, ficando-nos apenas sua história.

 

            Rondon implantou em Ariquemes um posto telegráfico, sendo que alguns índios, entre os quais citamos: Joaquim Parada, Mochete, Pedro Carajú, Onduba, Nicolau, Champion e Poymoyrah  trabalharam no Posto.       Um dos primeiros habitantes da então Vila dos Papagaios foi Luiz Monteiro da Silva, natural de Iço, CE, nascido aos 25 de abril de 1.893, casou-se com Inês Monteiro de Paula e até 1.932 trabalhou como seringueiro, posteriormente, até 1.946,  trabalhou no Posto Telegráfico implantado por Rondon, que era o segundo Posto partindo do Rio Madeira em direção ao sul.

 

Evolução da História

 

            No início dos anos de 1.800 o Vale do Jamari, onde surgiu o atual Município de Ariquemes, já era conhecido pela abundância de suas especiarias nativas, dentre as quais o cacau, cupuaçu e o látex da seringueira, sendo habitada por índios e seringueiros, posteriormente formaram-se vários seringais, dentre os quais o Papagaios.

O local  já era conhecido pela Comissão de Rondon desde 1.894, quando no mês de julho,  150 homens estiveram percorrendo o Rio e seus afluentes, cumprindo ordens do Governador do Pará na época, estiveram por 05 dias percorrendo a região, onde encontraram um barraco de seringueiros que viviam isolados e trabalhavam para um piloto (aviador) de Manaus, o qual informou à comissão que eles estavam no Rio Pardo, um afluente do Rio Jamarí.

Em l.909 chegava a vila Papagaios, um pouco abaixo do local onde estivera a Comissão, o próprio Rondon, para as pesquisas definitivas e implantação de um Posto Telegráfico, o qual foi consolidado em 1.909.

O local estava situado a 1 km do local da atual sede do Município, havia garimpeiros e posteriormente alguns índios já civilizados por Rondon e que orbitavam o Posto Telegráfico; eram 29 casas choupana e 94 pessoas. Os  índios eram conhecidos por  Arikemys, que segundo eles  significava “filho do rio”, eram conhecidos  por “Arikens”, e/ou “Arikemys”, nome que posteriormente ficou conhecido como os ariquemes, habitante original da região, falavam a língua “txapakura”, do grupo lingüistico Tupi,  emprestando o nome a atual cidade sede, época em que Ariquemes ainda era um distrito de Porto Velho - RO.        Em 1.915 a região foi delimitada pela resolução 735 de 06 de outubro daquele ano e denominada 3º Distrito do Município de Santo Antônio do Rio Madeira.   Em 13 de setembro de 1.943 o então presidente Getúlio Vargas, através do Decreto 5.812, criou o Território Federal do Guaporé e a região passou a fazer parte do Município de porto Velho, como Distrito de Ariquemes.     Ariquemes experimentou relativo crescimento em 1.958 com a descoberta da cassiterita, com os garimpeiros estabelecendo-se na Vila dos Papagaios, um pouco mais acima, construindo um aeródromo com uma vila nas laterais.    Em 1.960 o então Presidente Juscelino Kubitschek de Oliveira determinou ao Departamento Nacional de Estradas de Rodagens – DNER, a abertura e construção da estrada que acabou tornando-se o leito da BR 364.      No dia 15 de abril de 1.970, o Ministério das Minas e Energia através da Portaria 195, proibiu a lavra manual de garimpagem da cassiterita sob o argumento de ser predatória, determinando que as explorações das jazidas minerais fossem mecanizadas através das empresas; medida que fez de Ariquemes apenas um ponto de parada ao longo da BR 364.     Com a abertura da BR 364 começou um processo de ocupação do Território Federal de Rondônia e o Governo viu-se obrigado a estabelecer critérios de organização fundiária e agrária, estabeleceu-se o Programa de Integração Nacional – PIN, fazendo com que em 1.971 o Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária – INCRA desapropriasse os seringais próximos à BR 364, com indenizações aos seus proprietários.     Em 1.972 começaram os estudos realizados pelo INCRA nas áreas desapropriadas, que resultaram nos projetos de assentamento “Burareiro” e “Marechal Dutra”.

 Somente em 1.975 fora iniciado a colonização agrícola na região, sendo que em 11 de fevereiro de 1.976, foi simbolicamente derrubada a primeira árvore na área de construção da cidade e a 11 de outubro de 1.977, foi emancipado o Município de Ariquemes.

 

UM COMENTÁRIO[1]

 

Década de 70, o Brasil experimentava seu pseudo “milagre brasileiro”, fazendeiros do sul e sudeste optaram por grandes pecuárias e as grandes plantações da soja, enquanto colonos em seus “sítios” menores praticavam a avicultura, suinocultura, enfim, eram as granjas.     Práticas em mecanizações afastaram a mão-de-obra rural e iniciaram-se os bolsões de pobreza nas principais cidades.

O Governo brasileiro devidamente informado da preocupante situação determinou ao INCRA que de alguma maneira apresentassem projetos para ocupação das terras da União que margeavam as Rodovias em Rondônia, em lotes rurais.      Investiu pesado em propaganda institucional com o slogan “ocupar para não entregar”.

Na época o Governo ostentava uma máquina inchada e burocrata, o que determinou a falta dos devidos estudos e projetos, com planejamento adequado para o assentamento de milhares de migrantes que de pronto iniciaram a marcha para uma nova fronteira agrícola.

Ao INCRA coube mapear, topografar, colocar marcos nas divisas dos lotes, com exemplar atuação, mas os burocratas ávidos  para livrarem-se a qualquer custo as cidades do sul e sudeste dos “bóias-frias”, determinaram ao INCRA que entregassem os lotes para o povo, mesmo sem capital e proteção, imediatamente, mesmo sem quaisquer infraestrutura básica.

Os migrantes que chegavam à Ariquemes eram conduzidos a floresta sub-tropical quente e úmida, com grande incidência de malária, abandonando-os a sua própria sorte, além da obrigatoriedade em desmatarem parte do lote para obterem o direito ao Título Definitivo das Terras.

Com tenacidade e bravura enfrentaram aquela situação adversa onde não haviam estradas, postos de saúde, cooperativas, escolas e orientações sobre a qualidade do solo, que é muito diversificado na região de Ariquemes.

Nesta somatória infeliz o migrante passou a contrair a malária, tornando-se impossível continuar nas terras, desenvolvendo outro sistema de êxodo rural, obrigando aos administradores e prefeitos abrirem loteamentos urbanos, agravando cada vez mais a situação social, acolhendo uma população emergente advinda de todas as regiões do país, com culturas e aspirações diferentes entre si, consolidando o principal problema – o fator social, que continua até nossos dias a corroer o município sem trégua, pois os novos loteamentos também não possuíam quaisquer infraestrutura básica para receber o contingente que fugia da malária principalmente e desfaziam-se de suas terras em troca de remédios.

Enquanto as cidades do sul e sudeste viam-se livres dos bolsões de pobreza, financiando inclusive suas viagens para a região de  Ariquemes, toda a região conheceu prematuramente todo o sofrimento dos migrantes desiludidos e sem recursos para deslocarem-se para outros locais.

O Governo Estadual até tentou ajudar, com a criação de Núcleos Urbanos de Apoio Rural, para segurar o homem  ao campo, mas o “milagre brasileiro” dava seus sinais de cansaço e já não havia créditos para o pequeno agricultor.

Em Ariquemes ficou conhecido os Projetos Rurais “Burareiro”, com 250 e 500 hectares,  e Marechal Dutra”,  com 100 hectares; no primeiro predominava a vocação para o plantio do cacau e da seringa e o segundo era destinado aos pequenos proprietários para plantio de lavoura branca e café e como não havia crédito para os ‘marechais dutras”, eles inexoravelmente eram obrigados a trabalharem como bóias-frias para os “burareiros”.

A partir de 1.984, os cacaueiros foram contaminados com uma praga conhecida na região como “vassoura de bruxa”, caindo abruptamente a produção e as plantações da seringa não lograram êxito, notadamente por ter-se usado um clone oferecido pela então SUDHEVEA,  não adaptou-se às condições climáticas e ao solo da região.

Nestas condições o êxodo rural voltou, criando uma população suburbana de extrema pobreza.     Em 1.986 com a descoberta do sítio mineral Bom Futuro (cassiterita), a situação que poderia oferecer uma oportunidade àquela população em dificuldade, esbarrou com a desconsideração do Governo Federal, que outrora os mandara para a região e mais uma vez demonstrava falta de sensibilidade política e gerenciamento, tornando ilegal o garimpo e dando por concessão para uma empresa do Grupo Paranapanema – EBESA; que simplesmente e sob a complacência do governo, expulsou os trabalhadores, sobrecarregando mais uma vez as Prefeituras da região da grande Ariquemes.

A partir de 1.992 os Núcleos Urbanos de Apoio Rural (NUAR), foram conduzidos a condição de municípios, ficando Ariquemes como o centro cultural e econômico da região dos altos e médios Jamari.



[1] Por Erasmo Nascimento, pioneiro, pesquisador,  ocupou e exerceu as funções de  Presidente do  Sindicato  dos Produtores  Rurais, dos Funcionários  Públicos, representante de Rondônia no C.N. dos Produtores de Cacau; foi Diretor dos Departamentos de Engenharia, de Projetos, de Controle Urbano, da Fiscalização Tributária, de Obras Urbanas e Rurais, Assessor Técnico, também  Secretário  Municipal  do Planejamento; do Meio Ambiente; do Trabalho e Promoção Social; Presidente do Conselho  Interinstitucional do Meio Ambiente;  Presidente da  Primeira Comissão de Elaboração  do  Plano Diretor de Ariquemes, do Código de Obras, Meio Ambiente, Tributários e do Conselho  Municipal  de Desenvolvimento  Integrado. Atualmente chefia  a CIRETRAN  local.

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