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Algumas dicas importantes...
| Pneus |
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Os
pneus desempenham um papel importantíssimo na segurança e desempenho do carro.
Eles são o elo final na cadeia de funcionamento do automóvel, funcionando como
elemento transmissor de força, segurando o carro nas frenagens e mantendo a
trajetória ao longo das curvas. Os pneus necessitam pouca manutenção e,
justamente por isso, são freqüentemente esquecidos pelos
motoristas. |
Um
pouco de cuidado pode prolongar suas vidas, trazendo também benefícios
colaterais: menor consumo de combustível, menor espaço de frenagem, suavidade ao
rodar e maior tempo de vida para os amortecedores. Subir no meio-fio pode
danificar os componentes internos do pneu e causar perda de pressão. Os buracos
são inevitáveis mas, sempre que possível, tente contorná-los. Se o caminho for
esburacado a ponto de não ser possível desviar deles, reduza a velocidade.
Buracos no asfalto são os mais prejudiciais, por terem cantos afiados, que podem
causar danos mais sérios. A seguir, uma lista com os principais
cuidados. |
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Calibragem |
Desgaste |
Alinhamento |
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Diferenças de pressão podem causar problemas de dirigibilidade,
dificuldades ao frear, elevação da temperatura dos pneus e redução de sua vida
útil. Pneus com pressão muito baixa podem aumentar muito o consumo de
combustível - coisa de 15 a 20%. Cuidado com os medidores de pressão dos postos
de gasolina. É comum estarem descalibrados, com erros muito grandes.
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Verifique, periodicamente, o estado dos sulcos da banda de rodagem. Eles
não devem ser inferiores a três milímetros para evitar deslizamento em caso de
chuva. O desgaste deve ser uniforme: se ele ocorrer mais nas laterais, você deve
estar usando pouca pressão; se o centro da banda de rodagem gastar mais rápido,
seus pneus estão, normalmente, cheios demais. Desgaste maior em um dos lados do
pneu é sintoma de problemas mais graves, como desalinhamento das rodas ou da
suspensão. |
O
alinhamento correto das rodas evita o desgaste irregular dos pneus, além de
garantir melhor dirigibilidade e segurança ao frear. É difícil definir a
periodicidade correta para checar o alinhamento, mas se você anda muito em
estradas ou ruas esburacadas, deve fazê-lo com mais freqüência. Cair num buraco
ou subir no meio fio pode causar desalinhamento instantaneamente. Um teste
simples para verificar o alinhamento é soltar o volante numa estrada plana e de
bom piso, em baixa velocidade. Se o carro desviar para algum dos lados, é que
algo está errado. |
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Balanceamento |
Rodízio |
Outras recomendações |
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Nem
rodas nem pneus saem das fábricas com o peso uniformemente distribuído por suas
circunferências. Isso pode causar vibrações a partir de determinada velocidade,
em geral acima dos 60 km/h. Para corrigir o problema, é necessário fazer o
balanceamento, colocando-se pequenos pesos nas rodas para compensar a falta de
uniformidade original. O processo é barato e leva, para as quatro rodas, menos
de meia hora. |
Existe sempre uma diferença de desgaste entre os pneus dianteiros e
traseiros, causado pela distribuição de pesos no carro e pela tração. Para
assegurar um desgaste uniforme dos pneus, faça o rodízio nos intervalos
recomendados pelo fabricante do carro. Siga, também, a recomendação da ordem de
rodízio - em geral, para pneus radiais, não deve haver troca de lado; a mudança
deve ser feita apenas entre a traseira e a dianteira. |
Por
mais que o borracheiro insista, nunca use câmara de ar num pneu sem câmara. As
paredes internas desse tipo de pneu são ásperas e podem provocar o estouro da
câmara, levando a situações de perigo. Quando você trocar os pneus, evite
acelerações e frenagens bruscas nos primeiros quilômetros, que podem deslocar os
pneus ao longo das rodas, prejudicando o balanceamento e a vedação. Verifique,
também, o estado das válvulas. Elas devem ficar sempre tampadas, para evitar a
entrada de sujeira, que pode levar à perda de pressão.
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| Combustível |
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Uma
das dúvidas mais comuns aos motoristas é quanto à gasolina a ser usada. Existem
pelo menos três opções, a premium, a aditivada e a comum, e isso gera dúvidas
quanto à melhor para cada tipo de carro. Enganam-se os que pensam que a melhor é
a mais cara. Existe uma para cada tipo de carro, dependendo de características e
estágio de uso do motor. Aqui você encontra uma tabela com os cuidados e
procedimentos na escolha do seu combustível. |
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| A
quilometragem define o tipo |
| Normalmente, a idade do carro é indicativa de que tipo de gasolina se
deve usar. Os mais velhos, normalmente, já têm acumulados em seu sistema de
alimentação - que vai do tanque de combustível ao bico injetor (no caso de
injeção de combustível) ou ao carburador (nos modelos mais antigos) - depósitos
de impurezas. Elas vêm dos tanques dos postos de gasolina, que nem sempre
recebem a manutenção correta. Nesse caso, o recomendado é usar sempre a gasolina
comum, mais do que suficiente para fazer um motor já usado funcionar a contento.
Nesses carros, as outras duas podem gerar problemas de entupimento e
desperdício, já que elas são mais caras e não proporcionam
melhora. |
| As gasolinas especiais |
| Das outras duas, a
mais recomendada é a aditivada. Por possuir detergentes e dispersantes, ela
mantém o sistema de alimentação limpo, evitando os depósitos de borras e
aumentando a vida útil do motor. Mas para quem usa sempre a gasolina comum, a
aditivada pode ter efeitos negativos: os detergentes e dispersantes soltam a
sujeira acumulada, o que causa o entupimento dos bicos da injeção eletrônica. A
aditivada só deve ser usada em carros que a utilizam desde
novos. |
| Premium para poucos |
| Já a gasolina
premium só deve ser utilizada por carros com taxa de compressão mais alta,
normalmente os importados e os esportivos, por causa de sua maior octanagem -
que evita a pré-ignição, também conhecida como "batida de pino". No caso de
motores com baixa compressão, ela não proporciona nenhuma melhora de desempenho
nem de economia. Assim como a aditivada, ela tem, em sua composição, detergentes
e dispersantes. |
| Siga o manual |
| O ideal, porém, é
verificar no manual do proprietário de seu carro a gasolina recomendada pela
montadora e sempre utilizar o mesmo tipo - e se possível a mesma marca - de
combustível. Portanto, só altere o combustível que normalmente você usa em caso
de necessidade, e retorne ao original o mais rápido possível. Não o faça
pensando em fazer um "agrado" ao seu automóvel. A gasolina só oferece riscos ao
seu motor se for velha ou
adulterada. | |
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| Freios |
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O
sistema de freios é o mais importante de um carro, e por isso merece atenção
constante. Nos veículos mais antigos, usam-se lonas e tambores, nos atuais,
pastilhas e discos. Seja qual for o sistema, porém, ele é sempre hidráulico, ou
seja, é acionado por um óleo projetado para trabalhar em temperaturas pré-
determinadas. Seguem os principais aspectos a serem verificados nos sistemas de
freios. |
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| Questão de tempo e calor
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| A eficiência dos
freios decai com o tempo e com a intensidade do uso. Por isso, muitas vezes se
sente o pedal abaixar depois de se solicitar os freios com muita frequência,
como em descidas de serras. Isso indica que o sistema sofreu um
superaquecimento: por causa do atrito entre as pastilhas e os discos (ou das
lonas e os tambores), a temperatura passou do limite de tolerância - isso também
pode ser devido aos freios estarem necessitando da substituição de um ou vários
componentes. |
| Revisões com data
marcada |
| O ideal é
estabelecer uma rotina de vistoria dos freios. Ela deve incluir toda a
canalização que leva o óleo do cilindro-mestre, onde fica depositado, às
sapatas, que acionam as pastilhas. Com os freios, todo cuidado é pouco e nunca
há atenção em demasia. O nível do óleo do freio deve ser verificado semanalmente
e trocado a cada dois anos - ou de acordo com a recomendação do fabricante.
Quando está sujo, velho ou contaminado, o óleo do freio perde a capacidade de
pressão e dificulta a frenagem, colocando em risco sua
segurança. |
| Cuidado com o ar |
| Quando se troca o
óleo, deve-se evitar a presença de ar na tubulação dos freios. Ele faz o pedal
abaixar e reduz drasticamente a capacidade de frenagem. Muitas vezes, uma
simples sangria do sistema (a retirada do ar) basta; ela é simples e rápida. Há
óleos que resistem a temperaturas mais altas, mas são bem mais caros e
desnecessários para o uso normal. |
| Olho na quilometragem |
| As
pastilhas devem ser verificadas a cada 10.000 quilômetros; a cada 30.000,
verifique todo o sistema e regule o freio de mão. Preste muita atenção às
borrachas de conexão dos condutos de óleo: se elas incharem quando o pedal é
acionado, está na hora de substitui-las. Quanto à marca do óleo, siga as
instruções do fabricante do seu carro (está no manual do proprietário); se não
for possível encontrar a recomendada, prefira sempre as marcas mais
conhecidas. |
| Ladeira abaixo |
| Nunca
desça uma ladeira em ponto morto; engrene uma marcha mais baixa (terceira é a
mais indicada) para que ela contenha as rotações do motor e impeça o carro de
ganhar velocidade. Assim, você estará poupando os freios do seu carro - e em
muitos, casos, vidas. | |
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| Ar-condicionado |
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Até há pouco
considerado mera futilidade, o ar-condicionado é indispensável em qualquer
automóvel - seja pelo clima tropical do Brasil ou pela violência urbana. Ele
funciona em um sistema de troca de calor: o ar quente saído do motor passa por
uma tubulação resfriada por um gás gelado e, já bem mais frio, vai para dentro
da cabine do automóvel, causando a queda da temperatura ambiente. Depois de
absorver o calor, o gás se liqüefaz e é enviado ao compressor, que o manda para
o condensador, onde é convertido, novamente, em gás, reiniciando o
processo. |
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Menos potência |
Manutenção preventiva |
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Não é
nenhuma novidade que o ar-condicionado rouba potência do motor. Prova disso é a
necessidade de acelerar mais para manter a mesma velocidade quando se aciona o
sistema, e mais ainda quando se faz ultrapassagens. Isso acontece porque o
compressor de ar necessita de energia do motor para funcionar. Isso não
significa que carros com motores de 1.0 não possam ter ar-condicionado; basta
usar o bom senso. Não se deve, por exemplo, sair em uma ladeira com o carro
pesado e com o ar ligado. |
Mesmo que o ar-condicionado apresente bom funcionamento, é necessário
realizar pelo menos uma revisão anual no filtro e nas mangueiras - atenção, gás
de refrigeração não fica velho. A vida útil do filtro varia conforme o modelo
(de acordo com a indicação do fabricante). Na manutenção, é importante se
certificar que o filtro não esteja obstruído por sujeira, que o nível de gás
esteja adequado, e que não haja vazamento nas mangueiras. Uma boa medida é ligar
o sistema mesmo no inverno; com isso, força-se a lubrificação da tubulação,
diminuindo-se as chances de rompimento das mangueiras. Radiador sujo também pode
afetar o desempenho do ar. Compressor raramente dá problema e é fácil verificar
suas condições: abra o capô, mantendo o motor e o ar ligados. Se a parte
central/frontal do compressor rodar junto com a polia, ele está funcionando
normalmente. Se só a polia girar, o compressor não está
funcionando. |
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Vazamento |
Cuidados no reabastecimento de
gás |
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Se o
ar parar de funcionar, a chance de haver vazamento de gás é de 70%; 20% de ser
pane elétrica e 10% por outros motivos. A melhor forma de encontrar vazamentos é
utilizando um detetor de raios ultravioleta. Com este equipamento, o gás fica
visível a olho nu e pode-se enxergar facilmente o local do vazamento. Outra dica
é verificar sempre o pressostato - peça de proteção contra pressão alta ou baixa
demais. Quando o gás vaza, o pressostato desliga o ar-condicionado
automaticamente. Mas se houver qualquer problema com o pressostato, ele pode
fazer com que o ar pare de funcionar mesmo não havendo vazamento.
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Com o
passar do tempo e o uso constante, o gás de refrigeração acaba. Na hora de
reabastecer, recorra a oficinas limpas e bem equipadas e não aceite que o gás
seja colocado sem se utilizar o equipamento que mede sua quantidade. O ideal é
não permitir a carga por pressão, método que pode ser identificado pela presença
de dois relógios pendurados no capô. Ele pode danificar seriamente o
sistema. | |
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De olho na gasolina. E nas suas contas.
Se você
não prestava muita atenção ao consumo de gasolina, é provável que, nos últimos
dias, tenha mudado de atitude. Economizar passou a ser um hábito muito salutar,
mesmo para quem, normalmente, não se preocupa muito com o assunto. Faça as
contas: se você rodar cerca de mil quilômetros por mês e economizar 10%, no
final de um ano poderá ter deixado de gastar mais de R$ 800,00.
Manutenção
O
primeiro passo para gastar menos combustível é cuidar da manutenção de seu
carro. Um cuidado simples, como manter os pneus calibrados, pode ter reflexos
imediatos no seu bolso. Pneus com pressão apenas uma libra abaixo do recomendado
podem provocar um aumento de consumo de até 2%. Velas gastas e filtros de ar
sujos são outros fatores facilmente controláveis e que têm muita influência no
gasto de combustível.
Cuidado com os preços
Procurar
os postos mais baratos para abastecer é sempre uma boa política. Mas é bom
lembrar que se for preciso rodar muito para economizar pouco, você vai acabar
gastando mais do que poupa. Além disso, é bom desconfiar de ofertas
mirabolantes; preços muito abaixo da média do mercado - mais de 10%, por exemplo
- podem significar combustível adulterado. As margens de lucro na venda de
gasolina são apertadas e ninguém consegue fazer
milagres. |
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| Algumas sugestões simples para gastar menos
combustível: |
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Se você tem mais de um carro, procure usar o mais econômico. Deixe o possante
para os trajetos mais curtos e vá para o trabalho no popular que normalmente
fica de reserva em casa. - Planeje suas saídas e itinerários, procurando os
caminhos mais curtos e evitando idas e vindas desnecessárias. - Tente
resolver a maior parte possível de seus negócios e compromissos sem precisar ir
à rua. Use mais o telefone e a Internet - hoje pode-se até fazer compras em
supermercados sem sair de casa. - Procure sair nos horários de menor
movimento. O pára-e-anda dos congestionamentos aumenta consideravelmente o
consumo. - Não corra. Quanto mais rápido um carro anda, mais consome
combustível (mas não ande mais lento que o fluxo, o que pode provocar
acidentes). - Elimine todo o peso desnecessário. Há pessoas que têm o hábito
de deixar coisas no carro, como livros e revistas velhas. Facilmente, estão
carregando dez ou vinte quilos a mais. - Sempre que possível, mantenha
velocidade constante. A aceleração é a fase em que mais se gasta
combustível. - Procure usar menos os freios. Cada vez que se freia, a energia
que foi gasta para atingir a velocidade máxima é desperdiçada. Diminua a marcha
antecipadamente quando o sinal mudar para o vermelho ou o trânsito ficar mais
lento à sua frente, evitando, se possível, parar nos semáforos. - Sempre que
possível, evite usar o ar condicionado. Andar com ele ligado pode consumir até
5% a mais. | |
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